quarta-feira, janeiro 17, 2007

SEM COMENTÁRIOS

8 comentários:

Anónimo disse...

Se a linha que aqui aparece assim é a da estação da Chança, percorri-a muita vez para ir à horta pela mão do meu padrinho, dar de comer às galinhas e buscar os ovos... Tinha quatro anos e não me esqueço de alguns ovos que parti só para ver se acertava com eles no carril. Tempos....

Anónimo disse...

Reparei agora no nick. É o mesmo empre atento do PD? O mundo é pequeno...

Anónimo disse...

Esta linha, neste estado vergonhoso,mas que me acordou recordações desta ou doutra igual a esta é a culpada de eu estar aqui a falar sozinha há uma data de tempo. A linha e a gare parece que têm íman...
Uma vez, na estação da Chança, dei partida a uma automotora.Imitei o som do apito com a boca e, se o chefe da estação não agisse tão depressa, a automotora abalava mesmo...O Chefe da estação chamava-se João Semedo e já faleceu.

Anónimo disse...

Que saudades!

Não sei contabilizar as vezes que brinquei nesta linha...do poço logo ali ao lado com uma pereira que dava pêras saborosas...das figueiras lá mais ao fundo...de correr por aqueles campo fora para ir espreitar os bichos no lago dos patos ou então ir às ruínas daquela que foi a casa do DR. Jorge Bastos...quando não ia mais longe até ao tanque da fonte!

OLhar para isto agora dá-me uma dor no peito...

Anónimo disse...

No segundo andar da estação, morava o Sr Mocho. Tinha uma filha, a Tótó que, juntamente com o "Zé do Telhado" e a filha do padeiro, de que não me lembro o nome,eram os meus companheiros de brincadeiras. E do carregador Proença, alguém se lembra? Eu fugia dele....

Anónimo disse...

Um dia, da janela do 1º andar da estação, comecei a cuspir para cima dos passageiros que estavam na gare.Um homem chamado Zé Cardina não deve ter gostado, atirou-me uma pedrita e fez-me um galo por cima do olho direito.
Se o meu coração der um treco com estas lembranças todas a culpa é vossa!

extramodum disse...

Caro amigo e... (ainda...) primo:
Finalmente encontraste um "fio" para este teu blog que admiro e consulto regularmente!
As memórias que tens da "Chança-Gare", embora de pouco tempo e talvez dolorosas (pelo que sabemos...), ficaram gravadas para sempre no teu coração e, como podes verificar pelos "comentários" aqui publicados, avivaram recordações de muitos(as) que por lá passaram ou viveram.
A Estação da Chança chegou, em tempos, a ter mais "vida" do que aquela que a Chança actualmente tem! Lembro-me da Escola a funcionar, da Fábrica do Tomate, do fervilhar de vida que girava à sua volta...
Continua a publicar as fotos e recordações que tens desse local. A nostalgia é apenas mais uma forma de "olhar em frente sem esquecer o passado".
Um abraço,
extramodum

Anónimo disse...

Esta linha dá-me volta à cabeça. Esta tronga faz parte dos minhas recordações mais recônditas.Cresci com ela,atravessei-a vezes sem conta,fiz equilíbrios sobre os carris. Ainda hoje ando nas bermas dos passeios e penso que ando em cima da linhas.E as corridas que eu fazia de travessa em travessa!!!
Parece que é fácil mas não é!!! Nisso, eu era artista.